Durante a reunião, os empresários abordaram os principais impactos em setores como o calçadista, o madeireiro e o de alimentação. O Rio Grande do Sul é um dos estados mais afetados pela tarifa americana. Os setores mais expostos ao mercado americano empregam cerca de 140 mil pessoas e, aproximadamente, 20 mil postos de trabalho estão diretamente ameaçados. Os representantes dos trabalhadores também demonstraram preocupação com o cenário e reforçaram que a união é necessária.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul (CUT-RS), Amarildo Cenci, entregou à FIERGS um documento elaborado em conjunto pelas federações. A carta manifesta preocupação com os empregos e defende a produção nacional. “A proteção dos setores econômicos e dos trabalhadores é essencial. Estamos interessados em fazer parte dessa discussão que olha para a economia e para os postos de trabalho”, disse.
O diretor da Força Sindical do RS, Claudio Correa, ponderou que é preciso separar as relações políticas do trabalho a fim de encontrar uma solução para o problema. “As empresas precisam se manter funcionando para que possam manter os empregos. Podemos construir juntos um projeto para que possamos superar este momento difícil. Nós já vencemos a pandemia e as enchentes. Vamos encontrar uma saída no diálogo”, afirmou.
A exemplo da FIERGS, as federações de trabalhadores também formarão um comitê de crise. Esse colegiado irá elaborar uma pauta comum com sugestões focadas na manutenção do emprego. Uma nova reunião com a FIERGS deve ser realizada nas próximas semanas para tratar do tema.