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Nesta quarta-feira (16), o Sistema FIERGS apresentou a deputados estaduais ações desenvolvidas pela entidade diante da elevação de tarifas comerciais previstas pelos Estados Unidos para importação de produtos brasileiros. Convidado da Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo da Assembleia Legislativa, o presidente Claudio Bier ressaltou o empenho que vem sendo feito em favor da negociação.  

“As indústrias do Rio Grande do Sul e de todo o país têm feito esse trabalho de defender a mediação e a negociação. Já nos reunimos com as outras duas federações da Região Sul e com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para traçar um plano e uma posição. Essas negociações são fundamentais para nós”, relatou. Na terça-feira (15), em reunião com sindicatos filiados, a FIERGS elaborou uma pauta que foi enviada à CNI com pontos considerados prioritários, como manutenção da atual tarifa de 10%, a fim de preservar a competitividade das indústrias gaúchas que exportam para o país americano. 

O presidente do Sistema FIERGS lembrou que há indústrias gaúchas nas quais até 95% do faturamento depende das exportações para os Estados Unidos e que o fim dessa parceria comercial poderá gerar inclusive desemprego no Rio Grande do Sul. "Precisamos tentar amenizar essa crise. Por isso, vamos começar a negociar com os nossos compradores nos Estados Unidos, que precisam da nossa matéria-prima e dos nossos produtos, para que eles forcem o governo americano a retornar para a normalidade, voltando para os 10%”, disse Bier. 

 

Na reunião da Comissão, o gerente de Relações Internacionais e de Comércio Exterior, Luciano D’Andrea, e o economista-chefe da entidade, Giovani Baggio, apresentaram dados sobre as exportações do Rio Grande do Sul e do Brasil para os Estados Unidos e projeções de impactos da elevação das tarifas. Cerca de 10 mil empresas brasileiras exportam para o país americano, que é o segundo principal destino das exportações gaúchas (8,22% do total exportado em 2024).    

De acordo com os especialistas, a mudança afetaria indústrias de grande, médio e pequeno porte. Já os setores mais impactados pelo aumento seriam tabaco, madeira, celulose, metal, calçados, armas e munições. Assim, o Sistema FIERGS defende a manutenção da atual tarifa (10%) ou, ao menos, a prorrogação por 90 dias do início da vigência da nova taxação e a adoção de medidas compensatórias pelo governo brasileiro para eventuais perdas do setor.  

“Uma empresa que tem 95% do seu faturamento vindo de exportações para os Estados Unidos vai precisar de medidas protecionistas ou até de apelo nessa hora de negociação para que tenha um diferenciamento ou uma gradualidade para se ajustar. Mas nossa preocupação não é só com o setor produtivo, mas também com a questão fiscal de todo o estado”, disse o coordenador do Conselho de Articulação Política (Coap) do Sistema FIERGS, Diogo Bier.   

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Publicado quarta-feira, 16 de Julho de 2025 - 14h14