Na reunião da Comissão, o gerente de Relações Internacionais e de Comércio Exterior, Luciano D’Andrea, e o economista-chefe da entidade, Giovani Baggio, apresentaram dados sobre as exportações do Rio Grande do Sul e do Brasil para os Estados Unidos e projeções de impactos da elevação das tarifas. Cerca de 10 mil empresas brasileiras exportam para o país americano, que é o segundo principal destino das exportações gaúchas (8,22% do total exportado em 2024).
De acordo com os especialistas, a mudança afetaria indústrias de grande, médio e pequeno porte. Já os setores mais impactados pelo aumento seriam tabaco, madeira, celulose, metal, calçados, armas e munições. Assim, o Sistema FIERGS defende a manutenção da atual tarifa (10%) ou, ao menos, a prorrogação por 90 dias do início da vigência da nova taxação e a adoção de medidas compensatórias pelo governo brasileiro para eventuais perdas do setor.
“Uma empresa que tem 95% do seu faturamento vindo de exportações para os Estados Unidos vai precisar de medidas protecionistas ou até de apelo nessa hora de negociação para que tenha um diferenciamento ou uma gradualidade para se ajustar. Mas nossa preocupação não é só com o setor produtivo, mas também com a questão fiscal de todo o estado”, disse o coordenador do Conselho de Articulação Política (Coap) do Sistema FIERGS, Diogo Bier.
Clique aqui e acesse a plataforma exclusiva do Sistema FIERGS com dados sobre as relações comerciais entre RS, Brasil e EUA