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Após reunião com o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, em 18 de julho, o governo do estado enviou uma carta ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, aderindo a reivindicações da entidade relacionadas à elevação das tarifas sobre exportações aos Estados Unidos.  

O documento assinado pelo governador Eduardo Leite apresenta os impactos econômicos da medida às indústrias gaúchas e solicita iniciativas para ajudar a minimizar os prejuízos para o Rio Grande do Sul. 

A carta cita dados apresentados pelo Sistema FIERGS, como o fato de que cerca de 1.100 empresas gaúchas exportam regularmente ao mercado norte-americano e de que quase 150 mil empregos estão relacionados à cadeia de exportação aos EUA. Também aponta os setores industriais mais afetados pela elevação das tarifas, como armamentos e munições, calçados, móveis e madeira, pesca, metal e máquinas e equipamentos elétricos.    

Além das projeções de prejuízos, o documento destaca que "o impacto econômico, social e produtivo já começa a se fazer sentir, com embarques de cargas suspensos no Porto de Rio Grande. Em especial, há risco iminente de paralisação de atividades com alto valor agregado e elevado grau de especialização para atendimento do mercado norte-americano". 

Diante disso, a carta solicita ao governo federal três iniciativas: 

  • Prorrogação do início da vigência das tarifas por 90 dias, com vistas à criação de ambiente diplomático favorável para negociações bilaterais;  
  • Intensificação da atuação do corpo diplomático brasileiro junto às autoridades norte-americanas, com vistas à revisão das tarifas e à preservação das relações comerciais históricas entre os países;  
  • Adoção de medidas emergenciais de apoio às empresas brasileiras mais afetadas enquanto não houver resolução do impasse, especialmente para aquelas com forte dependência no mercado norte-americano a exemplo dos mecanismos de compensação empregados durante a pandemia da covid-19, com o objetivo de garantir a continuidade das atividades produtivas, preservar empregos e bem-estar para a população. 

Essas três iniciativas são defendidas pelo Sistema FIERGS desde o anúncio do governo americano sobre a elevação das tarifas — que devem entrar em vigor a partir de 1º de agosto. Para o presidente da entidade, o momento requer muita calma e diálogo para não dificultar ainda mais a situação.  

“Estamos muito preocupados com esse cenário. O Rio Grande do Sul é o segundo estado do Brasil mais afetado pela medida. Por isso, não podemos deixar passar nenhuma tentativa de acordo. É fundamental que consigamos um resultado melhor para as nossas indústrias”, ressaltou Bier.   

Publicado sexta-feira, 25 de Julho de 2025 - 9h09