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O forte crescimento das exportações na indústria gaúcha em fevereiro, de 12,1% em relação ao mesmo mês de 2020, foi o terceiro resultado positivo consecutivo. E confirma a tendência de retomada das vendas externas verificada entre dezembro até o mês passado, quando o setor comercializou US$ 1,7 bilhão, 8,7% a mais na comparação com igual período anterior.  “Ainda estamos distantes da recuperação plena, a julgar pelo resultado da maioria dos nossos setores exportadores, mas já é um bom indicativo. Preocupa, porém, o recrudescimento da pandemia no Brasil e a ameaça de novas restrições que podem afetar não somente a produção, como também as cadeias de fornecimento de insumos e matérias-primas”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry.

Dos 23 segmentos da indústria, apenas 12 assinalaram aumento do valor exportado em relação a fevereiro de 2020. No resultado positivo destaca-se a alta do setor de Alimentos (68,7% ou US$ 137,8 milhões), a maior desde 2008, favorecido tanto pela demanda chinesa por proteínas, de mais US$ 13 milhões, como pelas exportações antecipadas de farelo de soja para França, mais US$ 33,2 milhões, e Coreia do Sul, US$ 28,5 milhões. Também contribuíram para o desempenho da indústria os setores de Produtos de metal (30,5% ou US$ 9,9 milhões), em virtude das demandas de Estados Unidos e Argentina; e Químicos (16,8% ou US$ 13,1 milhões), com aumento de vendas para Chile, China, Taiwan e Argentina.

Entre os setores que registraram queda do valor exportado, destacam-se Máquinas e equipamentos (-33,1% ou -US$ 33 milhões) e Veículos automotores (-29,2% ou -US$ 20,9 milhões). O primeiro decorre da elevada base de comparação de embarques antecipados para Cingapura no ano passado, reduzidos em US$ 42,6 milhões em 2021, enquanto o segundo, da enfraquecida demanda argentina, menos US$ 24,3 milhões.

Quanto aos principais destinos, não houve alterações, apenas um leve aumento de 0,4% dos embarques totais para China. Apesar das altas de Alimentos (US$ 13 milhões) e Tabaco (US$ 21,3 milhões) para a economia asiática, esse resultado foi reduzido pela baixa da Agricultura, que chegou a US$ 33 milhões. Já as exportações totais para os Estados Unidos, país que é o segundo comprador do Estado, aumentaram 6,8%, influenciadas pelas altas de Celulose e papel e Produtos de metal. No entanto, os embarques com destino à Argentina apresentaram quedas de 11%, devido à diminuição das exportações de Veículos automotores.

IMPORTAÇÕES
Nas importações, em fevereiro o Estado adquiriu US$ 551,6 milhões em mercadorias, configurando uma demanda 21,5% maior em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de 2021, o RS importou US$ 1,2 bilhão, 6,7% a mais  na comparação com o igual período de 2020. Com exceção das importações de Bens de consumo, que desabou 59,1%, todas as grandes categorias elevaram o valor exportado nos dois primeiros meses, sendo a maior variação em Bens Intermediários (16,2%), seguido de Combustíveis e lubrificantes (8,5%) e Bens de Capital (5,6%).

Publicado quinta-feira, 11 de Março de 2021 - 15h15
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