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Heitor Müller defende que Sul Competitivo seja transformado em programa de Estado

Os custos logísticos dos Estados Unidos representam 8,5% do PIB e entre os países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) o percentual é de 9%. No caso do Brasil, o índice varia entre 15% e 17%, chegando a 18% no Rio Grande do Sul. Os dados foram destacados pelo presidente da FIERGS, Heitor José Müller, na abertura da audiência pública da Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável e a Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais, da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira, sobre o projeto Sul Competitivo. "Não há país competitivo sem infraestrutura adequada. Esses números são resultado de anos de falta de investimentos na logística estadual, hoje, temos o ‘Custo Rio Grande do Sul‘, somado ao ‘Custo Brasil‘. Mudar essa situação exige que esse trabalho seja acolhido como um programa de Estado, não de governo", afirmou Müller.

Elaborado pela Confederação Nacional da Indústria, conjuntamente com as Federações das Indústrias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o estudo prevê R$ 15,2 bilhões de investimentos até 2020 para 51 projetos prioritários. Em 2 mil páginas, o levantamento alinha um total de 177 projetos para desatar nós logísticos que travam a competividade da região Sul. Müller lembrou ainda que esse trabalho −− está diretamente ligado a um Estado mais sustentável. "Isso resulta em trajetos mais racionais, menor consumo de combustível, menos congestionamentos e tempos de locomoção. Estradas modernas e conservadas economizam a manutenção dos veículos, e geram menor consumo de pneus", completou.

Uma das conclusões da audiência foi a necessidade de criar um pacto de logística para a região Sul do País, que envolva a sociedade, setor público e privado, com o objetivo de chamar a atenção de todos para a questão. "É preciso que a sociedade entenda as causas dos gargalos de transporte e de como o Estado está travado para o desenvolvimento", afirmou o deputado Mano Changes. Entre os exemplos apresentados está o da BR-116, entre Porto Alegre e Caxias do Sul. Hoje, a capacidade de carga transportada diariamente nesse trecho rodoviário está 130% acima daquela para o qual foi projetado. Se nada for feito, até 2020, a utilização chegará em 209% acima da projeção.

Publicado quarta-feira, 5 de Junho de 2013 - 0h00
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