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Exportações industriais do Estado crescem 22%

O câmbio, no entanto, continua trazendo prejuízos

As vendas externas em dólar da indústria gaúcha de janeiro a abril aumentaram 22% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo US$ 4,33 bilhões, e superando a média brasileira de 11%. Foi o melhor resultado para o quadrimestre em 12 anos. No entanto, o câmbio continua apresentando reflexos negativos. Quando o efeito da inflação é retirado e as vendas são convertidas em reais, as exportações industriais no acumulado do ano ficam 3,19% menores, ante os mesmos meses em 2007. "O câmbio retira a rentabilidade do setor industrial, que mesmo reajustando preços não consegue acompanhar a trajetória de valorização da moeda brasileira", afirma o presidente da FIERGS, Paulo Tigre.

Setorialmente, o melhor desempenho em dólar foi de Alimentos e Bebidas, que têm a maior participação na pauta exportadora gaúcha (26%). Seus embarques somaram US$ 1,2 bilhão, uma elevação de 50% ante igual período em 2007. Os principais produtos foram carne de frango in natura e óleo de soja. Máquinas e Equipamentos geraram US$ 503 milhões, um crescimento de 36%, seguido pelo Material de Transporte, que teve alta de 31% e atingiu US$ 283 milhões. O setor fumageiro registrou US$ 373 milhões, uma majoração de 27%. Juntos, os quatro segmentos responderam por 50% das vendas do Estado. Já os setores de Couro e Calçados, que contribuem com 12% dos embarques, não tiveram nenhum aumento no acumulado do ano.

As importações de produtos industriais subiram 60% no primeiro quadrimestre de 2008, ante igual período do ano passado, e chegaram a US$ 4,09 bilhões. O setor que mais cresceu foi Extrativa Mineral (105%), em especial óleos brutos de petróleo, alcançando US$ 1,7 bilhão e representando 40% das compras totais. O segundo lugar ficou com o Químico, US$ 630 milhões, e Material de Transporte, US$ 511 milhões, com elevações de 89% e 54%, respectivamente.

Em abril, as exportações industriais cresceram 25%, totalizando

US$ 1,13 bilhão, e respondendo por 81% das vendas globais do Rio Grande do Sul (indústria e agropecuária), em comparação com o mesmo mês de 2007. Com o resultado, o Estado mantém o terceiro lugar no ranking nacional. As importações gaúchas totais tiveram uma elevação de 31%, chegando a US$ 957 milhões, um percentual abaixo da média brasileira (43%).

Em relação aos principais destinos, depois de dois meses seguidos de liderança, a Argentina voltou ao segundo lugar, perdendo uma pequena fatia para o mercado americano. O país vizinho participa com 10% das compras globais gaúchas e os Estados Unidos com 11%. Em terceiro lugar ficou a China (6%), seguida pela Rússia (4%).

De acordo com o presidente da FIERGS, "o cenário conjuntural externo continua favorável, mesmo com os problemas causados pela crise de crédito no mercado americano. Os nossos exportadores diversificaram destinos e isso tem gerado resultados positivos, como mostram os números do segmento". As perspectivas para o ano seguem positivas, e as exportações devem atingir US$ 18,6 bilhões, com um saldo comercial US$ 3,7 bilhões.

Exportação por intensidade tecnológica

As exportações de produtos gaúchos com alta tecnologia tiveram uma queda de 13% nos quatro primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2007. Nesta categoria, as vendas externas atingiram US$ 62 milhões, enquanto os embarques dos que possuem baixa tecnologia aumentaram 26% (US$ 2,17 bilhões).

Os produtos com média-alta e média-baixa tecnologia venderam US$ 1,36 bilhão e US$ 415 milhões, respectivamente, com aumentos de 18% e 26%, ante o primeiro quadrimestre de 2007.

Exportação Global do Rio Grande do Sul (indústria e agropecuária)

JAN, FEV, MAR e ABR - 2008

1º - São Paulo − US$ 17 bilhões

2º - Minas Gerais − US$ 6,2 bilhões

3º - Rio Grande do Sul - US$ 4,9 bilhões

4° - Paraná − US$ 4,2 bilhões

Publicado quinta-feira, 15 de Maio de 2008 - 0h00
30/09/2022
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