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Exportações do Rio Grande do Sul crescem em maio

Exportações
Puxadas pelas commodities, que exerceram a maior influência positiva sobre o resultado, com crescimento de 31,9%, as exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,78 bilhão em maio, acréscimo de 12,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Isso ocorreu em função da elevação da demanda da China e do Paquistão por soja, produto que, sozinho, totalizou US$ 695 milhões, ou 39,1% do total das vendas externas gaúchas.  “Essa participação elevada se deve à sazonalidade típica da safra. Produtos básicos ajudam a tornar a balança comercial do nosso Estado positiva, mas é fundamental que os manufaturados tenham maior destaque na pauta. A desvalorização cambial, ainda que benéfica, está ajudando apenas a evitar perdas ainda maiores para o setor industrial”, destaca o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, ao analisar os resultados da Balança Comercial, nesta segunda-feira (13).
 
Em relação à indústria de transformação, a base de comparação deprimida, segundo Müller, foi o principal fator a contribuir para o aumento de 2,5% nas vendas externas em maio, que alcançaram US$ 1,04 bilhão. “Em maio de 2015, os embarques haviam sido os mais baixos para o mês desde 2009”, lembra. O resultado do setor no âmbito estadual foi pior em relação ao nacional, onde houve elevação de 11,5%.
 
Das 23 categorias que registraram alguma operação de exportação no mês, 11 caíram, sete cresceram e cinco registraram estabilidade. Tabaco exerceu a principal influência negativa (-30,2%), seguido por Produtos Químicos (-11,5%). Por sua vez, as principais contribuições positivas vieram de Celulose e Papel (450%), Máquinas e Equipamentos (29,3%) e Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (26,5%).
 
Enquanto as exportações aumentam, as importações totais caem.  As perdas chegaram a 21,7% (US$ 625 milhões), o valor mais baixo desde 2004 para o mês, alcançando todas as categorias de uso, à exceção de bens de consumo (18,8%). Os segmentos mais ligados à indústria – Bens de Capital e Intermediários – tiveram quedas acentuadas: 40,8% e 23%, respectivamente.
 
ACUMULADO DO ANO
Entre janeiro e maio, as exportações totais caíram 6,8% (total de US$ 5,9 bilhões), enquanto a indústria retraiu 3,9% (US$ 4,4 bilhões). Os principais destaques negativos do setor secundário ficaram por conta de Produtos Alimentícios e Máquinas e Equipamentos, (ambos com -14,7%), e Tabaco (-9,3%). O fator positivo segue em Celulose e Papel (435,8%).
 
 
Exportações
12,2% (atingiram US$ 1,78 bilhão);
 
Produtos industriais
2,5% (totalizando US$ 1,04 bilhão e participando com 58,4% do total);
 
Segmentos em alta
  • Celulose e Papel (450,0%, US$ 66 milhões)
  • Máquinas e Equipamentos (29,3%, US$ 75 milhões)
  • Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (26,5%, US$ 86 milhões)
 
Segmentos em queda
  • Tabaco (-30,2%, US$ 88 milhões)
  • Produtos Químicos (-11,5%, US$ 139 milhões)
 
Produtos básicos
31,9% (totalizando US$ 727 milhões, com participação de 40,9% do total).