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Mercosul e União Europeia aceleram negociações de acordo que traz vantagens à indústria no RS

Relações Internacionais
A real aceleração de uma negociação internacional da qual o Brasil está envolvido em 2017 poderá ser o caminho para muitas indústrias ampliarem seus negócios no velho continente. No âmbito do Mercosul, ainda neste ano, o acordo com a União Europeia terá impacto relevante em diferentes segmentos de empresas gaúchas. Essa é a previsão do coordenador do Comitê de Relações Internacionais do Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Concex), da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Frederico Behrends. As afirmações se baseiam nas reações do governo federal, via Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) e das Relações Exteriores (Itamaraty), diante do assédio de outros países ao mercado brasileiro. “É preciso lembrar que desde o fim da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), em 2005, da qual o Brasil se retirou das negociações, praticamente nenhuma negociação relevante ocorreu em 15 anos. O contexto de 2017 também é ponto-chave do que se desenha, pois com a eleição de Donald Trump, os Estados Unidos optaram por uma política mais fechada”, menciona o coordenador.
 
A guinada nos assuntos de acordos internacionais, diz Behrends, chega em boa hora. A União Europeia se vê com muitas necessidades na área agroindustrial-alimentícia, combustíveis e outros itens. “Basicamente, Brasil e Argentina lideram no Mercosul as condições para atender as demandas da Europa e isso é, sim, muito promissor, mesmo que haja o interesse de indústrias do velho continente. A maioria busca parceria local e não só vendas”, garante ele.
 
Na prática, o posicionamento da União Europeia já está muito claro sobre a necessidade de acelerar o acordo com o Mercosul. Em 2016, após a divulgação de uma lista de 10 mil itens que estariam incluídos na negociação, as intenções seriam de validação imediata das tarifas reduzidas. Contudo, por parte dos brasileiros, alguns segmentos da indústria não se manifestaram, levando o governo a considerar um prazo de 15 anos para que as regras comecem a vigorar. “O descrédito de que o acordo saísse do papel, de fato, formou essa situação. Associações setoriais não se mobilizaram. Só que o cenário agora é outro. O governo federal está disposto a ir em frente e quem não se conectar com os trâmites em pleno andamento, pode perder oportunidades”, alerta Behrends.
 
A FIERGS, por meio das atividades do Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior, mantém o olhar atento sobre os riscos e as oportunidades do acordo, uma vez que atua como interlocutora e articuladora dos interesses das empresas e entidades empresariais gaúchas no contexto das negociações comerciais internacionais. Os setores manifestaram sua posição em 2011 com o objetivo de consolidar uma oferta comum do Mercosul. Desde janeiro de 2017, setores tem tido a chance de reverter o status junto ao governo e, por meio da FIERGS em conjunto com a CNI, alguns manifestaram interesse em encurtar o tempo para valer novas tarifas. “O mesmo poderá ocorrer com outros importantes segmentos da indústria gaúcha, ávidos para entrar em um mercado com mais de 500 milhões de consumidores”, confirma o conselheiro.
 
Os segmentos industriais interessados em verificar oportunidades de itens incluídos na negociação entre União Europeia e Mercosul podem procurar a FIERGS e obter informações e orientações sobre a atuação da entidade junto à Coalizão Empresarial Brasileira e à Confederação Nacional da Indústria.