Propriedade Intelectual oferece vantagens competitivas e econômicas
Como utilizar a propriedade intelectual para alavancar o sucesso tecnológico e a riqueza de um país foi tema de planária realizada na manhã desta quarta-feira (16), durante o 4º Congresso Internacional de Inovação, promovido pelo Sistema FIERGS, Por meio do IEL-RS, Sesi-RS e Senai-RS, na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul.
O professor e pesquisador da Universidade autônoma de México, José Solleiro, avaliou que a maior parte das pessoas na América Latina tem ideia estreita sobre as oportunidades da Propriedade Intelectual, buscando apenas direitos, sem explorá-los. "Temos que proteger nossos direitos mas devemos aprender a capitalizar os benefícios econômicos com a Propriedade Intelectual, identificar oportunidades, riscos, planejar uma evolução buscando o estágio visionário e construindo vantagens competitivas", afirmou. Segundo Solleiro, as empresas devem procurar investir na promoção da criatividade e inventividade, inteligência competitiva, proteger de suas inovações, agregar valor e evolução ao potencial e mercado. "É fundamental que se faça uma promoção da cultura da Propriedade Intelectual", concluiu.
Em sua apresentação, o responsável por Marcas e Propriedade Intelectual da Procter e Gamble Brasil, Marcel Michelman, destacou que foi a Inovação que fez a empresa atingir diversos públicos e países. "O que faz com que a empresas se destaque é inovar em produtos óbvios como o sabão, por exemplo, e foi o que a Procter e Gamble fez", exemplificou. Michelman destacou a iniciativa da empresa de criar um canal via internet onde as pessoas tem acesso para colocar suas ideias e recebem uma remuneração, caso a colaboração seja utilizada. "Com esse canal chamado Connect+Develop buscamos a colaboração de todos, identificação e solução de problemas e aumento na rede de relacionamentos da empresa", afirmou.
A plenária, que teve mediação da coordenadora do Programa de Propriedade Intelectual para a inovação da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diana Jungmann, contou ainda com a participação do assessor jurídico da Secretaria de desenvolvimento tecnológico da UFRGS, Adriano Rossi, do presidente do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), Jorge Ávila, e do vice-presidente da Divisão Estratégica de Pesquisa Tecnológica do Instituto de Pesquisa em Eletrônica e Telecomunicações, Kyoungyong Jee. O Instituto conta com patrocínio de US$ 600 milhões do governo americano e realiza pesquisas de tecnologia para empresas como Sansung e LG.


